Que tremedeira é essa?
Respira.
Não adianta. Sobe pela espinha, toma a mão, desce pra perna.
Respira.
O corpo não escuta. Ele já decidiu tremer.
Que negócio é esse que me pega assim, por dentro, sem avisar?
Respira.
Não é frio. Não é medo. É bom. É bom demais, e por isso não passa.
Eu mando o corpo se aquietar e ele ri de mim. Continua ali, vibrando baixinho, teimoso, vivo.
Então desisto. Deixo tremer.
Porque tem prazer que não é pra entender.
É pra atravessar.
Respira, cara!
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