Quem fez essa tatuagem já não existe mais.
É isso que torna as tatuagens tão fascinantes.
Elas atravessam anos, dores, conquistas e despedidas sem perder um único traço.
Enquanto isso, quem decidiu tatuá-las já não existe mais.
Às vezes olho para a frase gravada no meu peito.
The impossible won’t stop me.
E me pergunto se eu ainda escolheria essas mesmas palavras hoje.
Talvez não.
Mas talvez esse nunca tenha sido o propósito delas.
Talvez as tatuagens não existam para registrar quem somos.
Talvez existam para lembrar quem não podemos esquecer de ser.
Porque, quando as certezas desaparecem, elas permanecem.
Quando já não reconhecemos o homem diante do espelho, elas permanecem.
E é curioso…
Há dias em que eu já não sei responder tantas perguntas.
Mas existe uma frase tatuada no meu peito que continua caminhando comigo.
Ombro a ombro.
Como quem não desistiu de mim antes que eu desistisse de mim mesmo.
The impossible won’t stop me.
Curioso…
Hoje, quem mais precisa acreditar nessa frase não é o menino que a tatuou.
É o homem que a lê.
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