Eu, amante do céu
Filho dos ventos
Ventos que nunca aprenderam a ficar
Carrego nos olhos o infinito,
mesmo quando todos parecem satisfeitos com o horizonte
Há quem colecione certezas
Eu coleciono perguntas
Descobri cedo
Mas muito cedo mesmo
Que a vida não cabe dentro de respostas prontas
Eu sou um universo imenso
Intenso
Denso
Complexíssimo…
Não sou do tipo que pode ser medido por telescópios
Sou daqueles que mudam de constelação a cada experiência
Que explode em supernova depois das dores e renasce em silêncio,
Muito mais inteiro do que antes
Já fui tempestade
Já fui abrigo
Já fui inverno para mim mesmo (escuridão total)
E ainda assim, em algum lugar, sempre existiu uma pequena estrela
Insistindo em permanecer acesa
Talvez seja por isso que gosto tanto de olhar para o céu
Não porque ele esteja sempre lindo
Mas porque, de alguma forma, ele sempre me lembra quem eu sou.
Vasto.
Inacabado.
Livre.
Livre.
Livre.
E se você não entendeu bem: EU SOU LIVRE!
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