Tem algo de mágico naquela frestinha de sol que escapa pela cortina e encontra exatamente o seu rosto.
Ela não pede licença.
Não faz barulho.
Não tenta chamar atenção.
Ela simplesmente chega.
E por alguns segundos, parece que o universo está dizendo:
“Ei… acorda. Ainda existe beleza aqui.”
A vida é curiosa.
Passamos horas preocupados com o futuro, remoendo o passado, tentando resolver problemas que talvez nunca existam.
Mas então uma fresta de luz atravessa o quarto.
O vento balança a cortina.
Um pássaro canta lá fora.
E por um instante, tudo volta ao lugar.
Talvez a felicidade nunca tenha sido aquele grande acontecimento que estamos esperando.
Talvez ela sempre tenha morado nessas pequenas visitas que fazemos questão de ignorar.
A frestinha de sol.
O cheiro do café.
O abraço inesperado.
O silêncio confortável.
As coisas simples nunca foram pequenas.
Nós é que ficamos grandes demais para percebê-las.
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