Eriec Soulz

A realidade paralela por detrás dos meus olhos

E se fosse hoje?

Esses dias, uma história tomou conta da cidade.
Um casal… conhecidos como “Os Filhar”.
E de repente, uma ausência.

Não importa aqui os detalhes.
Não importa quem errou, quem ficou, quem partiu. Eu não tenho nada a ver com isso!

A reflexão… é o silêncio que ficou depois.

Porque quando alguém vai embora assim, não leva só a própria vida.
Leva perguntas.
Leva culpas.
Leva pedaços de quem ficou.

E foi impossível não pensar…

E se fosse eu hoje?

Se hoje fosse o meu último dia,
o que ficaria de mim?

Talvez algumas pessoas diriam que fui complexo demais.
Outras diriam que fui chato, irritante, esnobe.
E, sendo bem honesto…
alguns talvez até pensassem: “bem feito.”

E sabe de uma coisa?

Eu estaria em paz mesmo assim.

Porque, no fim, eu sei da minha verdade:
E eu vivi.

Eu amei do jeito que sabia.
Eu errei tentando acertar.
Eu me joguei mesmo quando o risco era alto.
Eu senti… e sentir, Eriec, não é para qualquer um…

Ainda tenho sonhos, muitos.
Ainda tenho planos, caminhos, versões de mim que nem conheci.
Mas o que eu já vivi… ninguém tira.

E é aí que essa história me pega.

Porque às vezes a vida dói.
Dói de um jeito que parece insuportável.
Dói a ponto de fazer a gente esquecer de tudo o que já construiu.

Mas dor…
é um estado, não um destino.

Ela passa.

E eu penso:
depois de tudo que eu já enfrentei…
depois de tudo que eu sobrevivi…

por que eu colocaria toda a minha história a perder por alguém?

Por um momento?
Por uma decepção?
Por algo que, por mais profundo que seja, ainda é passageiro?

Não faz sentido.

A verdade é que a vida não é só bonita.
Ela é vulnerável.

Ela muda rápido.
Ela quebra expectativas.
Ela tira, ela dá, ela confunde.

Mas mesmo assim…
ela continua sendo um privilégio.

E talvez o maior erro seja esse:
achar que a dor de agora define o resto da história.

Não define.

Se eu morresse hoje,
eu não diria que vivi tudo.

Mas diria que vivi de verdade.

E isso… já é muito mais do que muita gente consegue.

E se tem uma coisa que eu aprendi, e que eu quero deixar registrado, é:

A vida não merece ser interrompida por uma dor que ainda nem terminou de contar a sua história.

Porque amanhã…
sempre pode surpreender.

E eu, sinceramente?

Quero estar aqui pra ver.

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