Esses dias, uma história tomou conta da cidade.
Um casal… conhecidos como “Os Filhar”.
E de repente, uma ausência.
Não importa aqui os detalhes.
Não importa quem errou, quem ficou, quem partiu. Eu não tenho nada a ver com isso!
A reflexão… é o silêncio que ficou depois.
Porque quando alguém vai embora assim, não leva só a própria vida.
Leva perguntas.
Leva culpas.
Leva pedaços de quem ficou.
E foi impossível não pensar…
E se fosse eu hoje?
Se hoje fosse o meu último dia,
o que ficaria de mim?
Talvez algumas pessoas diriam que fui complexo demais.
Outras diriam que fui chato, irritante, esnobe.
E, sendo bem honesto…
alguns talvez até pensassem: “bem feito.”
E sabe de uma coisa?
Eu estaria em paz mesmo assim.
Porque, no fim, eu sei da minha verdade:
E eu vivi.
Eu amei do jeito que sabia.
Eu errei tentando acertar.
Eu me joguei mesmo quando o risco era alto.
Eu senti… e sentir, Eriec, não é para qualquer um…
Ainda tenho sonhos, muitos.
Ainda tenho planos, caminhos, versões de mim que nem conheci.
Mas o que eu já vivi… ninguém tira.
E é aí que essa história me pega.
Porque às vezes a vida dói.
Dói de um jeito que parece insuportável.
Dói a ponto de fazer a gente esquecer de tudo o que já construiu.
Mas dor…
é um estado, não um destino.
Ela passa.
E eu penso:
depois de tudo que eu já enfrentei…
depois de tudo que eu sobrevivi…
por que eu colocaria toda a minha história a perder por alguém?
Por um momento?
Por uma decepção?
Por algo que, por mais profundo que seja, ainda é passageiro?
Não faz sentido.
A verdade é que a vida não é só bonita.
Ela é vulnerável.
Ela muda rápido.
Ela quebra expectativas.
Ela tira, ela dá, ela confunde.
Mas mesmo assim…
ela continua sendo um privilégio.
E talvez o maior erro seja esse:
achar que a dor de agora define o resto da história.
Não define.
Se eu morresse hoje,
eu não diria que vivi tudo.
Mas diria que vivi de verdade.
E isso… já é muito mais do que muita gente consegue.
E se tem uma coisa que eu aprendi, e que eu quero deixar registrado, é:
A vida não merece ser interrompida por uma dor que ainda nem terminou de contar a sua história.
Porque amanhã…
sempre pode surpreender.
E eu, sinceramente?
Quero estar aqui pra ver.
Deixe um comentário