Essa frase, que ecoa em minha mente, traz consigo um paradoxo que me acompanha há anos. Quem me conhece sabe que minha fé é um terreno de questionamentos, uma busca incessante pelas evidências da verdade, pela existência de algo maior. E, nessa caminhada, o que mais se destacou foi a percepção das bênçãos que a vida me concedeu, mesmo quando a fé se vestia de dúvida.
A minha trajetória não foi feita apenas de acasos; foi construída com intenção, com cada passo pensado e planejado, mesmo quando o caminho era nebuloso. Eu sabia que queria crescer, me desenvolver, me tornar alguém que pudesse olhar para trás e ver que cada desafio, cada conquista, foi um degrau nessa escada de autoconhecimento e realização.
E assim, fui me dedicando aos estudos, ao trabalho, à constante evolução pessoal. Cada nova habilidade adquirida, cada desafio superado, foi como uma bênção disfarçada, uma confirmação de que, mesmo sem ter todas as respostas, o caminho que escolhi estava me lapidando, me tornando alguém melhor, mais forte, mais consciente de si e do mundo.
E essa transformação interna, essa beleza que cresceu de dentro para fora, começou a se refletir em cada aspecto da minha vida. O que era um desejo de crescer profissionalmente tornou-se, na verdade, uma jornada de descobertas, de autoconhecimento, de lapidação de uma essência que sempre esteve ali, esperando para ser revelada.
No fim, o que fica é a certeza de que cada passo, cada dúvida, cada questionamento sobre a existência de algo maior, me trouxe até aqui. E, mesmo sem todas as respostas, eu sigo enxergando as bênçãos, agradecendo por cada uma delas, e me permitindo continuar essa jornada de crescimento, de dentro para fora.
Deixe um comentário