Às vezes eu paro para pensar no dia em que criei o Eriec Soulz. Parece que foi ontem, mas ao mesmo tempo parece outra vida. Eu, inquieto, olhando para meu nome de batismo — Eric Souza — e sentindo que ele era grande demais para caber num rótulo tão comum. Não era vaidade. Era urgência de ser visto pelo que sou de verdade: único.
Eriec Soulz nasceu como um pseudônimo, mas virou minha assinatura de alma. Um jeito de gritar para o mundo que, apesar de haver milhões de Eric Souzas espalhados por aí, nenhum deles carrega as palavras que eu escrevo, as dores que eu transformo em texto, as reflexões que eu lanço como anzóis na mente de quem cruza meu caminho.
Hoje eu digito meu nome na barra de busca — “joga meu nome no Google” — e fico impressionado. Ali estou eu, espalhado em fragmentos digitais, textos, fotos, rastros de mim que não se apagam mais. É estranho pensar que, quando eu for, esse rastro vai ficar. Eu me eternizei.
E, quer saber? Eu sempre quis isso. Quis existir para além da minha carne, quis que as palavras sobrevivessem aos meus silêncios, quis que a minha voz continuasse provocando quem tropeçar nela, mesmo quando eu não estiver mais aqui para explicar o que quis dizer.
O Google até pode estar ficando para trás — tem rede social, tem IA, tem algoritmos que mudam todo dia — mas a internet é uma máquina de eternidade. Tudo que eu fui, tudo que eu escrevi, tudo que eu fui corajoso o bastante para assinar como Eriec Soulz vai permanecer rodando por aí, saltando de tela em tela, inspirando quem eu nunca vou conhecer.
No fim das contas, meu maior orgulho não é só o nome diferente. É saber que esse nome carrega uma história de autenticidade. Um lembrete para mim mesmo — e para quem vier depois: seja grande demais para caber num nome comum. Se reinvente, se nomeie outra vez, se deixe marcado no tempo.
Porque quando tudo acabar, e alguém decidir te procurar, pode acreditar: vai ter um rastro seu, forte o bastante para provar que você existiu — não só existiu, mas deixou marcas que nenhum algoritmo vai conseguir apagar.
Eriec Soulz. É isso. Joga no Google. E se o Google ficar para trás, não faz mal: minhas palavras já aprenderam a viver sem ele.
Deixe um comentário