Eriec Soulz

A realidade paralela por detrás dos meus olhos

O Peso das Máscaras

Quantas máscaras você veste? Há um fardo invisível que carregamos todos os dias, um peso que não vemos, mas que sentimos profundamente: as máscaras que escolhemos vestir. Essas máscaras, cuidadosamente moldadas, são nossa proteção, nosso escudo contra um mundo que muitas vezes nos parece hostil. Mas a verdade é que, por trás de cada uma delas, existe uma parte de nós que se esconde, que se esgota ao tentar ser o que não é.

Essas máscaras nos permitem navegar pelas exigências da sociedade, ocultando nossas vulnerabilidades, nossos medos e inseguranças. Elas nos ajudam a manter a imagem que acreditamos que os outros esperam de nós, mas a que custo? Com o tempo, o peso dessas máscaras se torna insuportável, e o esforço para mantê-las no lugar consome nossa essência.

No silêncio da noite, quando estamos a sós, as máscaras começam a se desfazer. É nesse momento, longe dos olhos julgadores, que nos confrontamos com a verdade que tentamos esconder: a de que essas máscaras não nos protegem, mas nos aprisionam. Cada máscara que usamos nos afasta um pouco mais de quem realmente somos, criando uma barreira entre nós e a nossa própria verdade.

O peso das máscaras não está apenas em carregá-las, mas também em escolher tirá-las. Requer coragem, pois ao removê-las, nos expomos ao mundo, na nossa forma mais pura e vulnerável. Mas é nesse ato de coragem que encontramos a liberdade. Ao nos libertarmos das expectativas alheias e nos permitirmos ser quem realmente somos, experimentamos uma leveza que há muito não sentimos.

O silêncio que se segue à retirada das máscaras é ensurdecedor. Ele nos confronta com tudo aquilo que evitamos encarar, mas também nos oferece a oportunidade de nos reconectar com nossa essência. Porque, no fim, não há fardo maior do que o de viver uma vida que não é a nossa.

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